quarta-feira , 27 outubro 2021

Coopatrigo comemora seus 64 anos

A Coopatrigo – Cooperativa Tritícola Regional São-Luizense Ltda, completa neste dia 25 de agosto, 64 anos de história. Ela foi fundada em 25/09/1957 por 11 produtores rurais, os quais tinham a dificuldade de armazenagem e comercialização de sua safra.

Em entrevista ao jornal A Folha, o atual presidente, Paulo Pires, destacou que o projeto de criação da Coopatrigo foi pioneiro, tendo um grande crescimento, porém em 1986, com os problemas enfrentados pela Central Sul, passou por uma crise econômica muito grande e quase entrou em falência. Por conta disto, houve uma reestruturação, mudou-se a diretoria e a cooperativa se recuperou.

Paulo Pires contou ainda que em 1995, a cooperativa sofreu com outra crise, após mais esta situação, uma nova iniciativa foi tomada, “em 1998 o grupo que atua hoje na Coopatrigo, que inclui eu, que hoje estou frente à presidência e o ex-presidente Ivo Batista, juntamente com os demais componentes, começamos um plano de recuperação bem-sucedido”, comenta.

Há 23 anos a cooperativa vem num crescimento extraordinário e com muita estabilidade, investimentos e pés no chão, ampliando a sua área de ação. “São 23 anos de muito trabalho com o mesmo propósito, muita transparência, determinação e uma gestão simples, mas eficiente, reconhecendo sempre o trabalho dos fundadores da cooperativa”, destaca o presidente Paulo Pires.

A Coopatrigo é uma das únicas cooperativas, que superou todas as crises e segue bem-sucedida no mercado, cada vez mais elevando seu faturamento. No início de suas atividades, a mesma trabalhava basicamente em torno da lavoura de trigo, quando foram construídos os primeiros armazéns com equipamentos de secagem e limpeza. Já no decorrer dos anos 70 os agricultores intensificaram o plantio de soja, que se transformou na principal cultura plantada na região.

Paulo Pires, ao ser questionado sobre assumir novamente a presidência da Coopatrigo, comenta que atuar na presidência é incumbência de um produtor associado, que a sua atuação como presidente é temporária, já que o mandato é de quatro anos, destacou ainda que atua como Agrônomo e já foi funcionário da instituição, ocupando cargos de Gerente de Insumos, Gerente Comercial e em 1998, pela experiência que já possuía, assumiu a cooperativa ficando até 2013, como presidente. De 2013 até março de 2021 a Coopatrigo teve como presidente, Ivo Batista, que era vice-presidente anteriormente. “A cooperativa teve uma continuidade extraordinária do trabalho que já estava sendo realizado e desde 25 de março estamos assumindo. Para mim é uma honra”, ressalta. Em agosto de 2021, a cooperativa ultrapassou o faturamento alcançado no ano de 2020, atingindo a marca de R$ 1.372.321.370,00.

O presidente comentou ainda que seus projetos, juntamente com a diretoria, vão desde uma reestruturação, a qual já está acontecendo na cooperativa, em cima de seu crescimento e um projeto de expansão organizado, que consiste em consolidar a atuação em três municípios polos regionais, que são: São Luiz Gonzaga, Santiago e São Borja, dentro destas áreas a cooperativa vai atuar cada vez mais”.

A Coopatrigo vem cada vez mais realizando importantes investimentos em prol de seus associados, Santiago é um dos municípios beneficiados, pois conta com uma unidade de recebimentos de grãos, localizada na RSC 377, com o Centro Agropecuário, localizado na BR 287, próximo ao trevo de acesso ao município e agora está sendo construída mais uma unidade de recebimento, na localidade de Florida no interior, devido a uma decisão estratégica da Diretoria e Conselho de Administração, para a consolidação da área de atuação da mesma, o que vai atender à reivindicação de um número significativo de associados naquela região que atualmente estão distantes em média de 40 km da unidade da Coopatrigo de Santiago.  A referida obra está orçada em R$ 12 milhões inicialmente, com previsão de inauguração em 28 de fevereiro de 2022.Em Capão do Cipó, a Coopatrigo possui também uma unidade de recebimento de grãos, que atende o município e interior. Para finalizar, o presidente Paulo Pires ressalta que, “o cooperativismo é a única saída para o pequeno e médio produtor, o grande produtor tem condições de ser independente, mas o pequeno e médio tem na cooperativa a escala que ele não tem individual, o que traz muito retorno a ele, além de contar com assistência técnica, o que diferencia as cooperativas agropecuárias das demais”.

Presidente da Coopatrigo Paulo Pires
Foto: Divulgação
Centro Agropecuário, um dos investimentos em Santiago
Foto: Divulgação

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