sexta-feira , 22 outubro 2021

COVID-19 leva região a tomar medidas drásticas

Nos últimos dias, a pandemia decretada pela Organização Mundial da Saúde – OMS – com o avanço do COVID-19 forçou estado e municípios, como Santiago e toda região a tomarem medidas drásticas e urgentes como forma de prevenção.

O governador Eduardo Leite anunciou, na manhã de segunda-feira, 16, medidas para conter a propagação do coronavírus no Rio Grande do Sul. Entre as ações tomadas está a suspensão das aulas da rede estadual desde a quinta-feira, 19, pelo período de duas semanas, prorrogáveis em caso de necessidade. A recomendação era para que a rede privada e os municípios fizessem o mesmo, como de forma de evitar aglomerações.

Santiago e a região divulgaram decretos, logo após o Estado, cancelando as aulas nos municípios e também nas EMEIS, além disso, foram cancelados todos os eventos a serem realizados, os quais teriam aglomerações. Em Santiago, a Secretaria de Saúde divulgou algumas medidas para o atendimento no comércio:

MEDIDAS NA ENTRADA DO ESTABELECIMENTO: 

Cada cliente deve ser orientado a passar álcool gel 70% em ambas as mãos antes de entrar no estabelecimento. Recomenda-se a instalação de um dispensador de álcool gel na porta da loja. Em caso de pacientes com sintomas gripais, deve ser orientado o uso de máscara para permanecer no local.

AGLOMERAÇÕES E FILAS:

Deve-se evitar ao máximo. Os colaboradores devem orientar os clientes em tempo hábil para evitar multidão no local, recomendar que mantenham distância de outras pessoas de pelo menos 1 metro. Em caso de pacientes com sintomas gripais, recomendar distância de 2 metros. Se necessário, demarcar o piso com fitas demarcação de solo.

LIMPEZA DAS SUPERFÍCIES:             

As superfícies onde os clientes tocam devem ser desinfetados frequentemente, a cada hora, com álcool líquido 70% ou hipoclorito de sódio 2%. Na falta dessas substâncias, utilizar água e sabão. Intensificar a higienização de todos os equipamentos que possibilitem eventual contaminação (higienização de carrinhos e cestas em supermercados, máquinas de cartão, corrimões, esteiras e balcões de atendimento).

ATENDIMENTO AO CLIENTE

Todo cliente identificado com sintomas de infecção respiratória deve ser encaminhado para uma área bem ventilada e deve utilizar máscara durante todo atendimento, lembrando das orientações de higiene já exaustivamente recomendadas: cobrir o rosto ao espirrar/tossir com o cotovelo, manter distância de no mínimo um metro ao conversar com o cliente e limpar superfícies após o atendimento de pessoas com sintomas gripais.

LAVAGEM DAS MÃOS

Deve ser realizada com frequência a cada hora, com água e sabão, utilizando a técnica correta (lavar dedos, palma e região superior, unhas, pulsos) e deve durar de 40 a 60 segundos. Em caso de atendimento a pessoas com sintomas gripais, lavar as mãos a cada atendimento ou passar álcool gel 70%.

USO DE MÁSCARAS

Por enquanto, o uso de máscaras é recomendado apenas ao cliente com sintomas de infecção respiratória. Em caso de evidências de que o cliente, além dos sintomas, esteve em locais onde já existe o vírus circulando, os atendentes devem utilizar máscaras.

USO DE LUVAS

Por enquanto, não se recomenda o uso de luvas em estabelecimentos comerciais, pois o ideal é lavar as mãos com frequência, uma vez a cada hora, e a limpeza das superfícies. Não se pode levar a mão até a boca e nariz, em hipótese alguma (usar um lenço).

MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS

Recomenda-se atenção especial para as práticas de manipulação de alimentos, onde todos os envolvidos devem proceder com as boas práticas de manipulação. Recomenda-se que cada empresa constitua um grupo de trabalho específico para treinar/executar ações com os colaboradores, fornecedores e clientes, respeitando a  realidade local. Novas orientações podem ocorrer de acordo com a evolução da pandemia.

Bancos também estão trabalhando de forma a evitar aglomerações, atendendo aos poucos seus clientes e orientando para que usem os aplicativos de celulares para realizar suas movimentações financeiras sem sair de casa. Demais órgãos do município, como o Poder Judiciário também tomou medidas para realizar os atendimentos, evitando a circulação de pessoas. Em órgãos públicos os atendimentos também estão sendo priorizados via telefone.

Infelizmente estamos vivendo um momento difícil, em todos os sentidos, primeiro a estiagem que castiga os produtores, agora o avanço do Covid-19. Em tempos onde a união e o bom senso devem perdurar, há pessoas que pensam no seu bem e esquecem que estão em uma sociedade, e que o melhor é ajudar e pensar no próximo. Em Santiago e nos demais municípios, que medidas de prevenção estão sendo tomadas, falta um dos produtos mais importantes de higiene, o álcool em gel e também as máscaras. Muitos se aproveitam desta situação para deixar os preços dos referidos itens, nas alturas, sem contar naqueles que ao invés de comprar uma quantidade a qual necessita, prefere levar muito mais do que precisa e deixar o outro sem. Este é um momento não só de prevenção, mas também de reflexão, cada um precisa fazer sua parte, pensar no próximo, para que juntos possamos vencer o Coronavírus.

Mas, como é difícil controlar as pessoas, o Procon precisa agir com relação a subas elevadas no preço de álcool em gel e máscaras. Em Santiago são várias as reclamações dos consumidores sobre suba de preços acima do normal na aquisição de produtos como álcool em gel, luvas e máscaras de proteção respiratória. E o Procon de Santiago está atento quanto à possibilidade da prática de abusos nos preços. “Sabemos que um aumento na demanda pode tornar os preços mais altos, mas queremos identificar até que ponto os aumentos são justificados ou não”. Conforme Lívia, os estabelecimentos comerciais não podem aplicar preços abusivos, porque lesariam uma grande parte dos consumidores, que ficariam impossibilitados de adquirir produtos necessários a sua saúde. 

Além disso o Código de Defesa do Consumidor determina como prática abusiva em seu art. 39, V e X a obtenção de vantagem manifestamente excessiva do consumidor e elevar sem justa causa o preço de produtos e serviços e que estes artigos devem ser lidos em consonância com os artigos 5º XXXII e 170 da Constituição Federal.

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