quarta-feira , 20 outubro 2021

Decreto estabelece racionalização do uso da água, intensa fiscalização e multa

Com a chuva do final de semana, mesmo que de forma desproporcional, Santiago e região tiveram uma pequena melhora, principalmente para as lavouras de pastagens e também nos campos. No município de Santiago choveu mais de 50 mm, sendo que na região da barragem foram 85mm, os quais não são nada suficientes para reverter a situação.

Mas, uma questão que ainda preocupa é quanto ao nível da barragem, a qual está 1,90 m do seu nível crítico, que é quando chega há 5 metros. Conforme o Gestor da Corsan de Santiago, Lusardo Baldiati, a barragem está em 6,90m, sendo o seu nível máximo 10,20m.

Por ser uma situação preocupante, a Corsan, através de sua diretoria está montando um plano de contingência, a qual deve apresentar alternativas para caso não volte a chover em breve, estas alternativas estão em andamento através da diretoria de operações, mas ainda não chegaram à unidade da Corsan, em Santiago. Uma das alternativas é bombear água do terceiro Lajeado, que com a chuva a água voltou ao seu curso.

O Gestor da Corsan em Santiago, Lusardo Baldiati ressalta que a população deve usar água de forma consciente, somente em ações necessárias, simplesmente para uso doméstico, pois desta forma teremos mais tempo de abastecimento de água.

Hoje, segundo Lusardo, a barragem garante em torno de 30 dias de abastecimento, mas tudo depende do consumo da população, por isso é importante economizar.

Após analisar a baixa do nível da barragem de Santiago e o fator climatológico que prevê poucas chuvas para a região, o prefeito Tiago Gorski Lacerda não perdeu tempo e assinou o decreto que estabelece a racionalização do uso da água e a intensa fiscalização. 

Ele considera que está em vigor um decreto que declara situação de emergência nas áreas rural e urbana afetadas pela estiagem e teme que uma eventual falta de água na cidade cause mais problemas.

O prefeito analisou um estudo que observa a redução diária de 3 centímetros (em média) do nível da barragem. “Considerando o nível atual da barragem, a água da Corsan deve ser para fins essenciais, devendo ser evitado para uso de lavagem de veículos, calçadas, reposição de piscina e outras atividades que resultem em prejuízos ao abastecimento da população”, considera o prefeito. Haverá fiscalização intensa por parte de agentes municipais e também pela Defesa Civil, havendo notificação e multa nos casos reincidentes.

 Está proibido:

Lavar calçadas e veículos com água fornecida pela Corsan;

 Irrigar gramados, jardins e floreiras com água potável;

Repor ou trocar água de piscinas de clubes, entidades e residências;

Utilizar água para qualquer finalidade não essencial que configure desperdício.

Fotos: Carine Martins

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