terça-feira , 26 janeiro 2021

Eleições em São Chico na mira da Justiça

O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou na manhã desta quarta-feira, 25 de novembro, a Operação Espinhos, cumprindo mandado de busca e apreensão expedido pela 79ª Zona Eleitoral do Rio Grande do Sul em cinco endereços, no município de São Francisco de Assis. A investigação tem por objeto possíveis irregularidades civis e criminais ocorridas na campanha eleitoral municipal de 2020, como a captação ilícita de sufrágio, o abuso de poder econômico, condutas vedadas a agentes públicos em período eleitoral, corrupção eleitoral (ativa e passiva), associação criminosa e transporte de eleitores no dia da votação. Foram apreendidos celulares, documentos, anotações e HD externo.

Segundo informações obtidas pelo Ministério Público, em investigação coordenada pelo promotor Eleitoral Vinícius Cassol, os investigados teriam prometido ou efetivado o pagamento de despesas, além do fornecimento de combustível e entrega de cestas básicas da Secretaria de Desenvolvimento Social, tudo com vinculação a candidatos de uma determinada coligação.

Até o momento, o promotor estima um aumento de aproximadamente 35% no número de cestas básicas fornecidas nos meses da campanha eleitoral, em comparação ao mês imediatamente anterior. Se a comparação for entre as médias dos primeiros seis meses da pandemia (de março a agosto de 2020) e dos três meses de campanha (setembro a novembro), o aumento ultrapassa os 40%.

Após a análise do material apreendido na Operação Espinhos, que contou com a colaboração do Sistema Integrado de Investigação Criminal (Siscrim), Núcleo de Inteligência do Ministério Público (Nimp) e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Ministério Público verificará a necessidade de novas diligências ou tomará as medidas judiciais cabíveis, caso os elementos colhidos sejam suficientes para a análise conclusiva dos fatos.

Em entrevista aos Canais GNI e jornal A Folha, o Promotor de Justiça que atua em São Francisco de Assis, Vinicius Cassol destacou que o cumprimento de mandado de busca e apreensão tem fundamento em indícios suficientes de que há irregularidades, mas que ainda não há uma comprovação de culpa. O Ministério Público Eleitoral irá analisar todas as provas colhidas de forma imparcial, sem influência política ou pressão popular e ao final emitirá o seu parecer com ações, sejam elas eleitorais ou penais”, ressaltou o promotor.

Ao ser questionado se há provas reais da compra de votos no município, Vinicius destacou que não tem como afirmar, pois, ainda não teve acesso ao material que foi apreendido e enviado para Porto Alegre. Assim que este material retornar ao município de São Francisco de Assis o promotor fará sua análise, o que decidirá se caberá alguma ação. A investigação e o parecer do judiciário deverão estar concluídos até o final do ano.

Após análise do material apreendido na Operação Espinhos o Ministério Público verificará a necessidade de novas diligências

Texto e foto do site do Ministério Público do RS

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