sábado , 23 outubro 2021

Estado quer municipalização da Escola João Eduardo

Esta semana, uma notícia deixou professores, alunos e funcionários da Escola Estadual João Eduardo Witt Schmitz, antigo CIEP, preocupados, a de fechamento do educandário. É importante destacar que o Governo do Estado quer a municipalização da escola, porém o município não. Santiago só aceitará o local caso o estado feche o educandário. Se isso ocorrer, a ideia do município é levar o Projeto Criança Feliz para o prédio dentre outros projetos sociais. Buscando entender o que gerou tamanho descontentamento, o jornal A Folha conversou com a Diretora da Escola, MarisetePivoto, a qual ressaltou sobre uma mobilização ocorrida no final da tarde de quinta-feira, em frente à escola, contra uma possível municipalização do João Eduardo. Contra esta mudança o CPM e Conselho Escolar se organizaram para realizar um manifesto. De acordo com a Diretora, a escola conta hoje com 187 alunos do primeiro ao nono ano, sendo que do 1º ao 5º são tempo integral, ou seja, os alunos permanecem na escola desde a manhã, recebem café, almoço e lanche da tarde. Segundo Marisete para este ano letivo há bastante procura e atestados de vaga. A Escola João Eduardo possui uma ampla infraestrutura, completa, com cozinha, refeitório, área de lazer, salas de aula, laboratórios, sendo ela uma das mais completas da região. Atuam no educandário 22 professores. A diretora destaca que a municipalização da escola é muito difícil, por esta ser uma referência dentro da comunidade na qual está inserida. O jornal A Folha, conversou também com a Coordenadora Regional da 35ª Coordenadoria Regional de Educação, a qual falou sobre a municipalização da escola, segundo ela, este é um processo demorado e que não traz perdas nem aos professores, nem aos alunos. Os profissionais não perdem nenhum benefício com a mudança durante o primeiro ano, no segundo ano após a municipalização, o estado paga e o município ressarce, já quando no terceiro ano se continua onde está, se faz acordo ou não. A explicação para a municipalização, a qual é uma meta do governo, é que a escola pode comportar mais de mil alunos e está somente com 187, sendo que o estado tem um alto custo para manter os professores e os funcionários da mesma. Toda a equipe de professores que atua na escola e os alunos, serão enviados para as três escolas mais próximas, sem causar prejuízo a ambos. Não haverá mudanças enquanto não terminar o período de eleição da atual diretora. Ainda demora para a realização todos os procedimentos para fechamento do educandário, quanto a voltar atrás na decisão, Tânia Carpes descarta a ideia, comentando que já está determinado e não existe razão lógica para não fechar a instituição”. Na próxima semana a Coordenadora Regional estará em Santiago para conversar novamente com a direção da Escola João Eduardo. De acordo com a coordenadora, a lei de municipalização mudou, hoje há um acordo entre município e estado, para que o prédio possa ser usado para outros fins, não ficando ocioso e se deteriorando por estar fechado. A redação do jornal A Folha também procurou a Administração Municipal, através do Prefeito Tiago Gorski Lacerda, para falar sobre a escola, porque muitos pais e professores têm dúvidas sobre o assunto. Tiago Gorski destacou que a escola não será municipalizada, que ela éestadual. “Quem determina o que acontece ou não é o governo do estado. Não temos interesse na municipalização, pois ali perto temos a Escola Municipal São José. Caso o GOVERNO DO ESTADO, decidir fechar a Escola, poderemos verificar a viabilidade para utilizarmos o prédio, pois não queremos que aconteça o mesmo que aconteceu com a Escola Rubem Lang, onde o estado fechou a escola e ninguém ficou com os prédios, restando hoje somente ruínas”, frisou. O prefeito finalizou afirmando que “quem cuida de escola estadual é o estado e quem cuida de escola municipal é o município”.

 

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