segunda-feira , 6 dezembro 2021

GHS abre segunda ala Covid com doze novos leitos

No final da semana passada, o Município de Santiago foi surpreendido pelo aumento significativo de casos de Covid-19. Em entrevista ao jornal A Folha e ao GNI – Grupo de Notícias Integradas, o Administrador do Grupo Hospital Santiago – GHS, Ruderson Mesquita Sobreira falou sobre o número de leitos disponíveis para tratar o Coronavírus. Segundo ele haviam sido destinados 17 leitos para a Ala Covid na Unidade 500. Mas, com o aumento de casos, a instituição decidiu por abrir mais 12 leitos Covid, como forma de suportar o pico que está acontecendo novamente, totalizando no momento 29 leitos.

 “Sabemos da necessidade de gerir a crise na Saúde neste momento, nossa equipe está muito empenhada em fazer o melhor”, comenta o Administrador do GHS, Ruderson Mesquita.

Ruderson Mesquita, administrador do GHS / Foto: Carine Martins

Ruderson também falou sobre os respiradores que serão destinados ao hospital, através de articulação do deputado Marcelo Brum. Serão cinco respiradores que irão somar aos 16 já existentes na instituição, porém ainda não há prazos para o recebimento dos equipamentos. O hospital não está necessitando no momento, para o aumento de respiradores é uma precaução.

Conforme o Administrador, a luta é muito árdua e somente neste ano o CTC-Centro de Triagem Covid já atendeu 2.150 pessoas. Quanto às internações de Covid-19, desde abril de 2020 até agora foram mais de 300 internações no GHS.

A orientação é que as pessoas mantenham os cuidados essenciais para evitar o contágio, lave bem as mãos, use álcool em gel, use máscara e luvas, para que assim possa ser evitada a superlotação dos hospitais.

Outra informação importante relatada por Ruderson Mesquita é quanto à suspensão das cirurgias eletivas até o final de março.

O aumento no número de internações pelo Coronavírus fez com que a Secretaria da Saúde (SES), por meio do Centro de Operação de Emergência Covid-19, publicasse um comunicado orientando que os hospitais de todo o Estado suspendam as cirurgias eletivas não emergenciais até 31 de março. Até lá, a recomendação é que a força de trabalho da equipe técnica, a área física e os equipamentos hospitalares sejam disponibilizados na integralidade para atendimentos a pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19.

Entende-se por cirurgia eletiva todos os procedimentos possíveis de postergação de agendamento e que não tenham forte possibilidade de causar agravamento da enfermidade a curto prazo em termos de risco de vida e perda de função ou órgãos, que tenham possibilidade de agendamento prévio e que não constituem urgência ou emergência ou que não sejam decorrentes de atendimento a pacientes pós Covid-19. A medida fica sujeita a alteração, podendo as cirurgias eletivas serem retomadas a qualquer momento, a partir da reavaliação dos casos suspeitos e confirmados pelo Coronavírus.

A orientação é que as pessoas mantenham os cuidados necessários / Foto: Saimon Ferreira

São considerados inadiáveis os seguintes procedimentos:

Atendimentos às gestantes bem como os recém-nascidos e puérperas;

Acompanhamentos pós-cirúrgicos para todos os tipos de cirurgias já realizadas (mesmo as eletivas);

Atendimentos na especialidade de oncologia, cardiologia e neurologia contemplando toda a linha de cuidado (da 1ª consulta até a alta do paciente);

Atendimentos pediátricos;

Atendimentos de trauma.

 Na data de ontem, 25, o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde, mostrou 29 novos casos de Coronavírus, 25. Com isto, são 192 pessoas com o vírus ativo no organismo, sendo 15 hospitalizadas e 177 em quarentena domiciliar. Está sendo aguardado resultado de exames, do tipo PCR, em 117 pacientes.

De março de 2020 até agora, Santiago contabiliza 2.691 casos de Covid-19. Sendo que 2.425 pacientes se curaram e 33 foram a óbito.

No Grupo Hospitalar Santiago, a Unidade Covid está com 15 pacientes, sendo 07 suspeitos e 08 positivos, entre eles uma gestante com sintomas (exame ainda não veio). No CTI, há 02 pacientes positivos e entubados. 

O GHS tinha mais pacientes em tratamento para Covid-19, mas ocorreram altas médicas e transferências para outros hospitais. Dos 132 leitos disponíveis na instituição, 82 estão ocupados.

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