domingo , 8 dezembro 2019

Magistério x Governo

Texto: Carine Martins
Fotos: Divulgação

Teve início no dia 18 de novembro, segunda-feira, a greve dos professores estaduais, contra as propostas do Governo do Estado. A decisão foi tomada ainda na quinta-feira, 14, quando os professores realizaram uma paralisação em suas atividades.

Leandro Wesz Parise, presidente do 29º Núcelo do CPERS, com sede em Santiago, durante entrevista ao jornal A Folha, destacou que a greve foi gerada, por conta de três questões, a primeira delas é quanto ao parcelamento dos salários, pois já são quarto anos com os salários parcelados pelo governo. Outro ponto é que a categoria está há cinco anos sem reajuste salarial e a terceira situação são os pacotes que o Governo do Estado encaminhou para a Assembleia. Segundo ele, a categoria mais atingida com o pacote do governo é o magistério, porque nas mudanças propostas, estão a extinção do plano de carreira dos professores, congelamento de salários e o fim de gratificações temporais, de difícil acesso entre outras vantagens.

O presidente do 29º Núcleo do CPERS destaca ainda, que outras situações também fizeram com que os professores entrassem em greve, sendo elas: o fechamento de inúmeras turmas e também o fechamento de escolas. “Nossa resistência fez com que não fossem fechadas muitas escolas”, comentou. Há ainda a falta de pessoal nas escolas, como coordenação, supervisão, biblioteca, sala de informática. Estes problemas, segundo o presidente do CPERS, acarretam numa educação de baixa qualidade.

Quanto à adesão à greve, Leandro comentou que seis municípios fazem parte do 29º Núcleo do CPERS, sendo eles: Santiago, Unistalda, Capão do Cipó, Jaguari, Nova Esperança do Sul e São Vicente do Sul. Ao todo são 24 escolas na região, destas, 22 aderiram a greve, totalizando 96% das escolas. Das 22 instituições que estão em greve, 11 estão fechadas e 11 trabalhando de forma parcial.

Conforme o presidente há uma forte abrangência na greve, “iniciamos na segunda-feira, com um índice baixo de participantes, mas a cada dia estamos recebendo novos adeptos, inclusive da comunidade e de alunos”, ressaltou.

Em relação à recuperação dos alunos, Leandro informa que há ciência da reocupação das mesmas, como sempre, mas se o governo cortar salários e não pagar, não haverá recuperação. “Há uma responsabilidade para nós professores e funcionários, de que haja reocupação, mediante pagamento e não desconto dos dias de greve, e quem fiscaliza e homologa as recuperações é o próprio governo através das coordenadorias, nós sempre recuperamos os dias em que fizemos greve”, informou Leandro.

Para finalizar, Leandro destaca o apoio que o CPERS está recebendo das Câmaras de Vereadores, através de assinatura de Moção, as quais devem chegar aos deputados e ao Governo do Estado.

Em Manoel Viana, que é atendido pelo 19º Núcleo do CPERS Alegrete, na manhã de quarta-feira, 20, professores, funcionários, representantes dos alunos, dos pais e dos colegas da rede municipal foram para a Praça Central, como forma de protesto pelo pacote do governo de Eduardo Leite, o qual prejudica a categoria.

No município, as três escolas estaduais, Escola Estadual Salgado Filho, Manoel Viana e Paulo Freire aderiram 100% à greve. Em São Francisco de Assis, município também atendido pelo 19º Núcleo do CPERS, as duas escolas na área urbana estão em greve, das três na área rural, somente uma aderiu.

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