quarta-feira , 20 outubro 2021

Mais Médicos para Santiago

A Cidade é contemplada com o Programa Mais Médicos,
recebendo dois cubanos para atendimento na Saúde da Família.

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Josué, médico de Cuba, natural de Varadero, uma das principais cidades turísticas de Cuba e Naila, de Guantánamo vieram através do Programa Mais Médicos para atuar em Santiago. Ambos especialistas em Saúde Comunitária, chegaram na cidade dia 17. Segundo eles, foram muito bem recebidos e acolhidos. Na tarde de quarta-feira, os médicos cubanos conversaram com a equipe do jornal A Folha.

Em Cuba tivemos uma preparação de um mês, um curso de idiomas, com um professor brasileiro. Após o curso, fizemos uma prova de avaliação, para ver se estávamos aptos para nos comunicar com os brasileiros. É difícil aprender um idioma em quatro semanas, por isso ainda falamos “portunhol”. Depois disso, embarcamos para Porto Alegre. Lá, também fizemos um curso de duas semanas, com aulas de português, protocolos de tratamento, doenças crônicas, atenção à criança. Podemos dizer que não é muito diferente de Cuba, o que muda mais são os medicamentos, alteram um pouco as dosagens. O Ministério da Saúde nos disponibiliza apostilas, livros, cds, para que possamos estudar e nos aperfeiçoar comenta Dr. Josué.

Os médicos, que só começarão atender daqui aproximadamente trinta dias, estão no período de adaptação. Essa adequação, fica sob a responsabilidade da coordenadora da atenção básica à saúde, Ana Souto.

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Eu estou mostrando o município, mostrando como ele funciona, os nossos objetivos, os serviços que existem. Então, eles estão em um momento de aprendizado. O SUS é muito amplo, então são vários detalhes que eles têm que se inteirar. Ainda estamos organizando algumas questões de encaminhamentos, por exemplo, caso se tenha alguma dificuldade, para onde o paciente será encaminhado, esse tipo de questão. Estamos fortalecendo a relação com os colegas de profissão. Posso dizer que nesse momento eles estão reconhecendo o território para depois sim, trabalhar nele”, comenta Ana.

Segundo Naila, eles percebem o carinho da população “A expectativa para o início do nosso trabalho é grande, percebemos isso nas pessoas. Elas nos abordam na rua, perguntam quando começaremos. Isso é ótimo, sentimos um carinho especial. Além disso, estamos muito felizes com a cidade. Estamos completando seis dias aqui. Santiago é uma cidade muito limpa, muito tranquila, com um povo muito educado. Temos colegas que foram para cidades de difícil acesso, de muita pobreza, com a saúde precária. Considero que tivemos muita sorte de vir para cá”, comenta ela.

Os médicos, vão ficar em Santiago por três anos, prestando serviço para a comunidade através do programa do Governo. Quando completar onze meses os médicos tem um período de um mês de férias, em Cuba.

“A saudade aperta sim, da família. Não temos filhos, o que facilita um pouco, pois quando se tem filhos a distância se torna ainda mais difícil. Mas nosso objetivo fala mais alto, que é a medicina”, acrescenta Dra. Naila.

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