sexta-feira , 22 outubro 2021

O drama de dona Rosane

Em maio de 2013, o Jornal A Folha contou o drama vivido pela senhora Rosane Teresinha Fonseca Serres, moradora do Bairro Irmã Dulce, aos fundos do Centro Social Urbano de Santiago. Cerca de um mês antes da reportagem, ela havia extraído os dentes para a colocação de uma prótese odontológica. Todo o atendimento foi realizando no Centro de Atendimento Especializado (CEO) do município que funciona no Centro Social Urbano. Na época, ela procurou A Folha porque após a extração dos dentes não houve a solicitação da prótese. Em resposta a nossa reportagem, o CEO informou que dentro de dois meses Rosane estaria com os dentes novos.
Passado quase um ano, o Jornal novamente foi procurado e para nossa surpresa constatamos que a santiaguense segue a espera da prótese. Conforme o marido de Rosane, Flávio Serres, o prontuário de atendimento da esposa com a solicitação da prótese foi extraviado por algum funcionário do setor, ainda no ano passado. “É como se ela nunca tivesse procurado atendimento no local”, destacou o marido. Rosane voltou várias vezes no CEO e nunca conseguia uma resposta positiva.
Por única e exclusiva incompetência do serviço municipal, toda a documentação da paciente, originada em maio de 2013 quando o Jornal A Folha expos o caso, foi perdida. Desde então, aos 49 anos, dona Rosane privou-se de uma alimentação adequada, sendo obrigada a consumir apenas alimentos líquidos ou esmagados, já que não tem como mastigar. A falta da alimentação necessária gerou outro problema de saúde no sistema digestivo dela, ocasionando um constante estufamento em seu estômago.

Reportagem Rafael Nemitz

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Há 1 ano, ela espera por uma prótese odontológica

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