sábado , 23 outubro 2021

Presidente da Associação José Martí na Redação

Ricardo Haesbaert falou sobre o programa Mais Médicos e sobre a Associação

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Na sexta-feira, 25, em visita a cidade de Santiago, a Vereadora Iara Castiel, Adriana Castiel e Ricardo Haesbaert, Presidente da Associação José Marti, juntamente com Rômulo Vargas, Assessor do Deputado Valdeci Oliveira e os médicos cubanos fizeram uma visita à redação do jornal A Folha. Na oportunidade a equipe do jornal conversou com o Presidente da Associação.

Santiago foi contemplada com o Programa Mais Médicos, onde recebeu dois médicos cubanos para atendimento em ESF’s. Segundo Ricardo Haesbaert, sua vinda a cidade deve-se ao convite da Vereadora Iara e do Assessor do Deputado Valdeci Oliveira.

“Nós viemos a Santiago enquanto Associação Cultural José Marti do Rio Grande do Sul, que é uma associação que tem 30 anos de existência. Nasceu em 1984, fruto da reabertura democrática no nosso país, aonde companheiros e companheiras, resolveram criar uma associação que trabalhasse tendo como objetivos a integração Latina América através da cultura e também a defesa da determinação dos pólos, ou seja, cada povo tem o direito de traçar o seu destino, em cima disso, nós viemos trabalhando durante estes 30 anos”, comenta Ricardo.

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A respeito do programa Mais Médicos, Ricardo ressalta que

“o Mais Médicos tem uma característica que é garantir um direito que está na constituição brasileira, que é o direito a saúde e que este direito deve ser garantido por políticas públicas do estado. O Mais Médicos é uma estratégia, aonde buscamos consolidar o Sistema Único de Saúde (SUS), que existe há 25 anos. O SUS prevê a preponderância do Poder Público nas ações e, nós temos que inverter este processo, pois existe uma hegemonia da preponderância do mercado e do sistema privado, no nosso sistema de saúde. O Mais Médicos traz a possibilidade de tentar inverter esta questão, além de prover o profissional na cidade. A assistência à saúde é fundamental, além de outros fatores, como trabalho, educação, transporte, lazer, cultura que também são importantes e o profissional médico faz parte da ponta do sistema, e este programa abre a possibilidade de formação de novos profissionais, porque ele não se resume somente na contratação de profissionais de forma precária, mas é uma estratégia para que haja a formação de novos profissionais”, acrescenta ele.

Hoje, no Brasil, existem 1,8 médicos para cada mil habitantes, sendo que o preconizado é no mínino 2,8 a 3, para cada mil habitantes. Então, para uma eficiente cobertura em termos de assistência à saúde, a ideia é aproximadamente 400 mil médicos. O programa Mais Médicos vai possibilitar um ciclo de seis anos, que é o período de formação de turmas de profissionais. Para isso, o Governo Federal criou 11 mil novas vagas para Medicina em universidades.

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Ricardo comenta ainda que Santiago está de parabéns por ter recebido esses profissionais, que abrem mão de suas vidas em Cuba em nome da medicina.

Santiago, quando recebe dois profissionais cubanos que tem um exemplo a dar para o mundo, em termos da condição de vida que eles adquiriram através da revolução, está de parabéns, independente de quem está gestando o projeto. A cidade deve acolher estes profissionais como se fossem filhos seus, porque a partir deles estarem aqui, eles deixam de ser cubanos, eles são internacionalistas e são brasileiros, porque eles estão se dedicando a atender as necessidades de nossas famílias e, que passa a ser a família deles, a gente percebe isso no trato, no dia a dia e, que há uma identidade do cubano com o brasileiro, eles gostam muito do Brasil”, finaliza Ricardo.

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