terça-feira , 24 outubro 2017

Professores em greve contra o parcelamento dos salários

Professores em greve contra o parcelamento dos salários

Caso continue o parcelamento dos salários, escolas que estão com turno reduzido, irão parar totalmente

Por: Carine Martins 

Professores e alguns servidoresdo estado que estão com salários parceladosprotestaram de forma tranquila em grande parte do Rio Grande do Sul, na terça-feira, 19.
A classe, além de protestar contra os salários parcelados, também cobra ações do governo para diminuir a crise financeira, como medidas contra sonegação. O jornal a Folha conversou com o presidente do Núcleo do Cpers em Santiago, Leandro Wesz, o qual falou sobre a situação que estão passando, em que o governo já está no 21º mês de parcelamento e também a respeito do parcelamento do 13º, que ainda não foi totalmente pago, destacou que os professores são contra as mudanças propostas pelo governo, entre elas falta de reajuste e também contra as PECs, as quais querem tirar direitos dos servidores e extinguir sindicatos.
A PEC 241, uma das quais os professores são contra diz o seguinte: Em 2017, a regra atual será mantida. Os 18% da receita líquida da União irão para a Educação. A mudança ocorrerá a partir de 2018. A regra que passa a valer, então, será o investimento do mesmo valor de 2017 corrigido pela inflação, medida pelo IPCA (o governo projeta inflação de 4,8% para 2017. O mercado financeiro projeta 5,1%). Essa norma passa a valer até 2026, e, se não for alterada então, até 2036. Para o caso da Educação, assim como ocorre com a Saúde, esse valor representa o mínimo obrigatório. O governo pode decidir investir mais nessas duas áreas. Para isso, terá de diminuir o orçamento de outros setores, pois o teto de gasto total do governo federal (sempre o gasto do ano anterior corrigido pela inflação) deverá ser respeitado.
A categoria também busca pressionar os deputados a votarem contra a o PL 148, o qual que prevê número menor de servidores públicos que podem ser dispensados para exercer mandatos em confederação, federação, sindicato, entidade ou associação de classe.
Foi realizada assembleia, os professores decidiram pela greve por tempo indeterminado, caso o governo pagasse todo o salário os professores retornariam ao trabalho.
A greve dos professores estaduais começou após o último parcelamento de salários, do mês de agosto. A primeira parcela depositada foi de R$ 350. O governo encerrou os depósitos no dia 13 de setembro.
No dia 14, foi realizada uma nova reunião entre professores, sindicalistas e com representantes do governo. O Cpers, sindicato que representa a categoria, não saiu satisfeito novamente.
Professores de várias cidades do estado participam da mobilização de terça-feira. Conforme o Cperssindicato, mais de 70% da categoria está em greve em todo o estado.
Os municípios de Santiago, Unistalda, Capão do Cipó, São Vicente do Sul e Jaguari, que fazer parte do Núleo do Cpers de Santiago, estão com uma boa adesão da greve, ressalta Leandro, seja com fechamento das escolas, ou redução dos turnos, outras escolas que estão sem professores e funcionários. As escolas que estão trabalhando com turno reduzido, irão paralisar os serviços, caso o governo volte a parcelar os salários, comentou o presidente do Núcleo.
Na terça-feira, 19, o Núcleo do Cpers de Santiago, professores e funcionários de escolas, se reuniram na Praça Moisés Viana, para protestar, juntamente com a população, onde foi montado um varal de denúncias, com folders, contracheques, charges, esta é uma forma que a categoria encontrou de explanar os problemas que vem enfrentando, com parcelamento de salários entre outras situações. Em Santiago, duas escolas estão totalmente em greve, Escola Monsenhor Assis e Instituto Professor Isaías, as demais estão trabalhando com turno reduzido.

Foto: Carine Martins

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