segunda-feira , 21 maio 2018

Rede estadual tem déficit de professores e funcionários

O Brasil vive uma crise crítica, que até então não teve uma solução, cada governante político que está frente a este país, diz que a culpa não é sua de toda esta corrupção. Mas, todas as investigações levam para estes políticos eleitos pelo povo para trazer mudanças, porém até agora só se percebe a mudança no bolso deles próprios.
A crise também chegou aos estados, no Rio Grande do Sul os salários dos servidores, que trabalham todos os dias, sustentam suas famílias e pagam altíssimos impostos em dia, estão sendo parcelados, causando revolta. Toda esta situação gera um efeito dominó, pois se o governo diz que não tem dinheiro para pagar seu funcionalismo em dia, outros setores como Educação, Saúde, também sofrem as consequências.
Educação, uma palavra que engloba Ensinar e Aprender, mas para que haja uma boa educação, vários fatores são necessários, entre eles incentivo, infraestrutura, tanto material como pessoal e investimento.
Em entrevista, realizada com o presidente do 29ª Núcleo do CPERS de Santiago, Leandro Wesz, o jornal A Folha falou sobre um fato preocupante. Após dois meses de início do ano letivo 2018, uma das maiores preocupações enfrentadas pelas escolas estaduais, pais e alunos, ainda é a falta de professores e funcionários, nas escolas da rede estadual de ensino de Santiago.
Segundo uma pesquisa realizada pelo 29º Núcleo do CPERS, com sede em Santiago, através de seu presidente Leandro Wesz, nos dias 19 e 24 de abril, com as direções das escolas, foi constatado um elevado número de falta de professores, de todas as áreas do conhecimento e também de funcionários, de todos os setores.
Ao total, em escolas urbanas e rurais, Santiago tem um déficit de 213 horas, conforme segue: Matemática – 48h; Ciências Humanas – 79h; Ciências Exatas – 14h; Linguagens – 32h e CAT – 40h.
Em relação aos funcionários, o número de horas ainda é maior, 560, sendo: Ag. Ed. Manutenção e Infraestrutura – 340h; Ag. Ed. Alimentação – 140h; Ag. Ed. Interação com o Educando – 40h e Ag. Ed Adm. Escolar – 40h.
A referida pesquisa, segundo Leandro Wesz, também foi realizada nas escolas de Jaguari, Nova Esperança do Sul e São Vicente do Sul, as quais pertencem a 8ª CRE, com sede em Santa Maria. Foi constatado que nas cinco escolas dos três municípios não há falta de professores e somente três funcionários estão faltando: 80h Ag. Ed. Manutenção e Infraestrutura e 40h Ag. Ed. Alimentação.
Santiago e Unistalda, ambos pertencentes as 35ª CRE, com sede em São Borja, também estão sofrendo com a falta de transporte escolar, problema que se arrasta desde o início do ano letivo.Este levantamento mostra o descaso do Estado, através da sua Secretaria de Educação, 35ª Coordenadoria Regional de Educação (35ª CRE), da qual o município de Santiago faz parte.
A falta de professores nas escolas estaduais leva a um processo retrógrado, deixando para trás aquela ideia que EDUCAÇÃO muda o mundo. Não adianta buscar um mundo melhor, se a base de tudo está precária. Sem professores, os alunos estão sem aula. O Estado e a Secretaria de Educação precisam urgentemente resolver a falta de professores e funcionários nas escolas, seja por contrato emergencial ou concurso público.
Em tentativa de contato com a secretária Adjunta da 35ª CRE, Tânia Carpes, para que fosse dada uma posição a respeito da falta de professores e funcionários, a mesma não atendeu as ligações e também não retornou o contato.

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