sábado , 23 outubro 2021

Rotary Club de Santiago

Esta semana o jornal A Folha conversou com o presidente do Rotary Club de Santiago, Joaquim Souza, o qual falou um pouco sobre a história do Rotary, o mais antigo de Santigo.

Rotary Club, é um Clube de Profissionais, que congrega líderes das comunidades em que vivem ou atuam, fomentando um elevado padrão de ética ajudando a estabelecer  a  paz  e  a   boa   vontade  no  mundo,  e  que  prestam serviços   voluntários não remunerados   em  favor  da   sociedade   como  um  todo ou  beneficiando  em casos específicos,    pessoas  necessitadas ou  entidades  que   atuam também   em  favor de desamparados.

Fundado por Paul Harris, em Chicago  USA,  em  23/02/1905,  tem hoje representação em 207 países, estando  o  Rotary  dividido  em   532   Distritos, nos quais se aglutinam a apreciável  marca  de 33.054  Clubes,  congregando  1.228.910  sócios.

No Brasil são 52.148 Rotarianos, 2.305 Clubes, 38 Distritos,  626  Rotaract Clubs, 689 Interact Clubs e 9.447 Rotarianas.

O Rotary Club de Santiago tem importantes projetos, um deles é o intercâmbio. O intercâmbio do Rotary é um programa de troca de culturas para jovens de 15 a 18 anos de idade, em que o jovem selecionado para ir a outro país é considerado um embaixador da sua cultura nativa.

O processo seletivo consiste basicamente em uma prova de conhecimentos gerais e sobre o Rotary, prova escrita e oral de inglês e uma banca de rotarianos para saber como é o psicológico do aluno e saber um pouco da personalidade dele. Após, há uma classificação para então os candidatos poderem receber as vagas.

Em entrevista ao jornal A Folha, Igor Ferreira Barboza, 18 anos, fez um importante relado sobre sua participação no intercâmbio. Igor participou do processo seletivo no ano de 2017, valendo para o intercâmbio de 2018-2019, foi bem classificado e aceitou uma vaga para a França.

“Meu intercâmbio ocorreu nos anos de 2018-2019, mais especificamente de agosto de 2018 a julho de 2019, quase 1 ano, a proposta do intercâmbio é que o intercambista viva a outra cultura em todos os aspectos como se fosse um cidadão normal, e assim eu fiz. Passei por 3 famílias diferentes durante todo o intercâmbio, estudei em uma escola francesa normal, me relacionei com o máximo de pessoas possíveis e fui tratado pelas famílias como filho deles, até porque eles também tinham os filhos deles em outros países.

Assim então eu aprendi o que pude da cultura e dos costumes deles e conforme o tempo passava tudo acontecia, os aprendizados as experiências e diversas outras coisas.

A língua, por exemplo, comecei a me comunicar com o francês apenas após o começo do 3º mês, pois eu tinha uma base muito rasa da língua, que inclusive uma esposa de rotariano de Santiago que me ensinou o pouco que sabia, mas na verdade o intercambista aprende a língua de tanto ouvir no cotidiano e a repetição dos termos, é como se a gente fosse crianças aprendendo a viver de novo, do zero.

Visitei lugares que nunca imaginei que visitaria com a idade que eu estava, como Paris, Barcelona, Genebra, Lyon, Munique, Viena, Veneza, Milão, Praga, entre outras belas cidades. Vi monumentos e praticamente vivi a história que aquele continente exala.

Participei do Rotary quando me solicitavam e com isso tive a nobre missão de auxiliar o meu conselheiro de clube na criação de um Interact na cidade onde eu estava, hoje o Interact Club de Aix-les-Bains, tive finais de semana de integração com os intercambistas do distrito, com várias atividades com os rotarianos e entre nós mesmos. Com isso conheci gente do mundo inteiro, mexicanos, americanos, canadenses, outros brasileiros, alemães, taiwaneses, japoneses, argentinos, peruanos, colombianos, chilenos, ingleses, equatorianos, dentre outras nacionalidades.

Fiz viagens com o Rotary com as minhas famílias. Com o Rotary foram tour entre Paris e Barcelona de primeira, e após um grande tour europeu passando por Paris, Estrasburgo, Munique, Praga, Viena, Veneza, Milão, Genebra e Annecy, já com as famílias conheci grandes estações de esqui, e sim eu esquiei e até que esquio bem, como Avoriaz, Sestriere, les trois vallées e tive ótimas confraternizações em família principalmente nos feriados, que são os mesmos daqui”, conta o jovem intercambista.

Igor também falou sobre a região em que estava, em Aix-les-Bains, uma cidade de 27 mil habitantes que fica a miss ou menos 1 hora e meia de Lyon, Genebra e Turim, na região do Mont Blanc.

“Basicamente eu fiz coisas que nunca imaginei fazer, principalmente por causa das limitações que eu tinha, como a grande timidez, mas falo com todas as letras, que o meu intercâmbio foi INCRÍVEL, superando todas as minhas expectativas, um sonho só que virou realidade. Aprendi muito com essa experiência, questão de valores, valorizar a família, os amigos, quem está com a gente, aprendi que tudo depende da gente mesmo, que precisamos ter iniciativa, não ficarmos calados pra não passarmos apertos e que a saudade não é de tudo ruim, ela nos motiva e nos faz enxergar o amor e a consideração das pessoas. Aprendi também a ser mais otimista e positivo que eu já era, e sempre olhar as coisas com aquele olhar de novo, viver fora da zona de conforto, arriscar mais, literalmente VIVER. A partir desse intercâmbio eu finalmente escolhi uma área de curso e talvez uma futura profissão”, relata.

Hoje, Igor cursa Relações Internacionais na Universidade de Santa Cruz do Sul e espera que no futuro possa realizar grandes sonhos e que também tenham muitas viagens.

Os comentários estão fechados.

Scroll To Top