sexta-feira , 21 janeiro 2022

Vale do Jaguari tem saldo negativo em crescimento populacional

Segundo projeção do IBGE, em 2047, população do país deve parar de crescer

Uma projeção, realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística observou que o número de habitantes do país, deverá parar de crescer em 2047. Conforme a Agência IBGE, a população do país deverá crescer até 2047, quando chegará a 233,2 milhões de pessoas. Nos anos seguintes, ela cairá gradualmente, até os 228,3 milhões em 2060. Essas são algumas das informações da revisão 2018 da Projeção de População do IBGE, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país, por sexo e idade, ano a ano, até 2060.
Em 2060, um quarto da população (25,5%) deverá ter mais de 65 anos. Nesse mesmo ano, o país teria 67,2 indivíduos com menos de 15 e acima dos 65 anos para cada grupo de 100 pessoas em idade de trabalhar (15 a 64 anos).
Em relação à migração internacional, a projeção considerou a emigração da Venezuela para Roraima entre 2015 e 2022. Nesse período, migrariam para o estado cerca de 79,0 mil venezuelanos.
A taxa de fecundidade total para 2018 é de 1,77 filho por mulher. Em 2060, o número médio de filhos por mulher deverá reduzir para 1,66. Entre os estados, as maiores taxas de fecundidade serão em Roraima (1,95), seguido por Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, todos com 1,80. As menores deverão ser no Distrito Federal (1,50) e em Goiás, Rio de Janeiro e Minas Gerais, todos com 1,55. Já a idade média em que as mulheres têm filhos é de 27,2 anos em 2018 e deverá chegar a 28,8 anos em 2060.
A revisão 2018 estendeu a Projeção da População para unidades da federação até 2060. Santa Catarina, que hoje tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos (79,7 anos), deverá manter essa liderança até 2060, chegando aos 84,5 anos. No outro extremo, o Maranhão (71,1 anos) tem a menor esperança de vida ao nascer em 2018, condição que deverá ser ocupada pelo Piauí em 2060 (77,0 anos).
A projeção detalha a dinâmica de crescimento da população brasileira, acompanha suas principais variáveis (fecundidade, mortalidade e migrações) e projeta o número de habitantes do Brasil e das 27 unidades da federação, ano a ano, de 2010 a 2060. Esse estudo demográfico é realizado em parceria com órgãos de planejamento de quase todos os estados brasileiros e segue as recomendações da Divisão de População das Nações Unidas.
O jornal A Folha pesquisou sobre dados divulgados como estimativa pelo IBGE, ainda no início de setembro, onde mostra um pequeno crescimento e até mesmo diminuição da população em alguns municípios da região, desde o último censo, realizado em 2010.
Entre os municípios que compõem o Vale do Jaguari, Capão do Cipó foi a cidade que mais ganhou moradores, tendo um aumento de 16%, Nova Esperança do Sul foi a segunda cidade que mais aumentou sua população, foram 621 novos habitantes, 13,2% em oito anos, em seguida está são Vicente do Sul, com um pequeno aumento de 3,1%, em Santiago, o aumento populacional foi ainda menor, 0,8%.
Os demais municípios apresentaram saldo negativo em sua população, sendo que em Cacequi foram -971; São Francisco de Assis, -783; Jaguari, -536; Mata, -247 e Unistalda -96 moradores a menos.

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