segunda-feira , 16 maio 2022

Jovem santiaguense é destaque no atletismo

Jovem santiaguense é destaque no atletismo
Alison Gonçalves se inspirou no pai que também é atleta

Foto: Carine Martins

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Por inspiração em seu pai Alexandre Gonçalves, que é atleta e preparador físico na categoria sub 17 do Cruzeiro, Alison Gonçalves criou gosto pelo esporte de atletismo, mas como não tinha quem corresse com ele, somente assistia as competições, aos 11 anos assistiu pela televisão uma corrida no Rio de Janeiroe consequentemente, em Santiago teria a corrida em comemoração ao Dia do Soldado, foi então que Alison falou ao seu pai, o interesse em participar da atividade.
Contou que num primeiro momento, seu pai achou que não estaria preparado, mas em seguida mudou de ideia e resolveu apoiar e acompanhar o filho. “Peguei meu tênis, me arrumei e fui para a corrida, e consegui ficar em sexto lugar na classificação geral e segundo na categoria e então resolvi começar a treinar”, contou.
Durante o período em que estava treinando, Alison contou que surgiu a equipe do SESI, “Um passo para o Atletismo”, segundo ele, cresceu na equipe, mas não conseguia treinar com os outros por conta dos horários que coincidiam com as aulas na escola. O sonho foi crescendo e Alison começou a pensar na possibilidade de correr a Maratoninha no ano 2000, em Porto Alegre. Treinou e competiu, garantindo o 1º lugar e daí em diante a equipe do SESI estava por terminar, mas com o resultado obtido pelo Alison e seu pai, a Universidade de Caxias do Sul resolveu a apoiar o seu pai, o qual indicou outros atletas da equipe e consequentemente a UCS adotou Alisou e demais da equipe, onde começaram a fazer parte da UCS Atletismo, com isso os objetivos começaram a ficar maiores.
Em 2002, Alison destacou que começou a integrar pela primeira vez a equipe brasileira no Sul Americano, em Montevideu, mesmo sendo da categoria menor, o atleta competiu pela equipe juvenil. Alison conta feliz, que correu com vários atletas renomados, como é o caso de Frank Caldeira. Aos poucos, ele foi evoluindo, e em 2003 foi campeão brasileiro menor em São Caetano, onde conquistou o 1º lugar na competição e 3º nos 1500 metros, e os resultados, daí para frente foram aparecendo.
Várias outras competições surgiram para Alison, entre elas a que proporcionou a sua participação em corrida no Mundial da França, no ano de 2005, na qual integrou a equipe brasileira que esteve na competição, ficando em 100º lugar na colocação geral. Sobre sua posição, Alison comentou, “somente de participar da competição já foi uma grande conquista”.
Após um tempo a UCS também encerrou o apoio a todas as equipes de alto rendimento, ficando somente com a base, foi então que Alison ingressou no exército, no qual ele destaca que recebeu um grande apoio da instituição, dentro unidade conseguiu participar de outras competições, mas dentro da área militar. Surgiu oportunidade de ir para a CDE no Rio de Janeiro, na Comissão de Desportos do Exército, passou a treinar no local e em seguida participou do campeonato brasileiro, porém militar, no qual conseguiu uma vaga para o mundial na Suíça, pois ficou entre os cinco primeiros. Na Suíça, Alison ficou em 44º lugar na competição. Mas, a ideia de Alison era participar do Pan-americano, mas por conta de uma lesão, o atleta não conseguiu participar da competição.
Após este período, Alison parou de treinar, por questões pessoais, mas em 2013 Alison voltou a treinar e competir e, outra oportunidade surgiu, fazer faculdade, então ele teve que optar, entre treinar ou estudar. Alison optou pelos estudos, ingressou na universidade, URI Câmpus Santiago, como bolsista do PIBID, e começou a trabalhar na Escola Thomás Fortes.
O atleta santiaguense, que hoje está com 30 anos, está quase se formando, e em 2016 voltou a treinar, ele está recebendo apoio da Granel Química, integrando sua equipe e, seu grande objetivo agora, é tentar uma vaga na Olimpíada de 2020.
“Voltei a treinar e já estou obtendo alguns resultados, mas a caminhada é difícil e longa, é preciso dar um passo de cada vez e se tudo der certo, que em 2020 eu possa ser uma realidade e disputar pelo menos a vaga olímpica, pois é o que está faltando para eu concluir todos os passos dentro do atletismo, participar de uma olimpíada e levar o nome de Santiago, como sempre fiz em todas as competições que participei”, destacou.
Alison comentou ainda, sobre um projeto de atletismo, que ele está buscando apoio para implantar em Santiago, a ideia seria fazer uma parceria juntamente com a prefeitura através do projeto Bola pro Futuro. O atleta acredita que importante trabalhar outros esportes, e a corrida seria um destes esportes, pois isto auxiliaria muitas crianças a gostarem de esportes e seria mais uma opção, já que o esporte forma cidadãos.
Para finalizar Alison, destacou o apoio, além de seu pai Alexandre, da sua mãe Miriam e de sua filha Emily, e dos atletas que correm juntamente com ele, José Elias, Valdemir (Lobinho), Plácido, Almir e o Aloísio, que muitas vezes o levou em competições.
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