quinta-feira , 8 dezembro 2022

Máfia no Cemitério Municipal de Santiago

O Jornal A Folha e o site Rafael Nemitz foram procurados durante a semana, pela senhora Oraides Floriano Maciel, 49 anos, moradora do bairro Guabiroba. Ela denuncia furtos realizados no interior do Cemitério Municipal de Santiago, administrado pela Prefeitura. Segundo ela, funcionários do local, por contra própria, arrancam peças de túmulos para colocação em outros jazigos e cobram pelo serviço como se o material fosse novo. A suspeita virou caso de polícia.
De acordo com o relato de dona Oraides, conforme carta escrita à mão, existiria uma suposta máfia no Cemitério Municipal. Ela informa que durante visita no túmulo de sua família, dia 26 de março, se surpreendeu ao verificar que a porta de ferro que protegia o local havia sido furtada. Ao invés de ser arrancada com violência, a porta foi retirada com cuidado para não danificar a estrutura do túmulo, como mostram as imagens registradas pelo fotografo Anísio Flores. Essa atitude fez com que surgissem suspeitas quanto ao trabalho realizado no interior do Cemitério. Oraides registrou uma ocorrência na Polícia Civil, que já está investigado o caso.
Para entender melhor a denuncia e as suspeitas de irregularidades, segue o relato feito à mão pela vítima e entregue a reportagem:

Responsabilidade não é da Prefeitura, diz Thiago Gorski
Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Gestão, Thiago Gorski Lacerda, informou que os pedreiros que atuam no Cemitério Municipal não possuem vínculo com a Prefeitura. De acordo com Thiago, como o local é público, os pedreiros trabalham livremente e oferecem serviços para os familiares das pessoas sepultadas. Conforme o secretário, apenas três funcionários contratados pela Prefeitura atuam no Cemitério, responsáveis pela limpeza interna. Os demais trabalham no local por conta.
Thiago recomenda que a pessoa que for lesada dentro do Cemitério, até pode procurar a Secretaria Municipal de Gestão, mas o correto é registrar uma ocorrência policial imediatamente.
Ainda, segundo Thiago, existem outras situações frequentes no Cemitério, onde terrenos são vendidos por pedreiros que atuam no local, sem nenhum envolvimento da Prefeitura. Cabe a Polícia investigar os procedimentos realizados por estas pessoas que prestam serviços no cemitério, mediante, é claro, o registro de um boletim de ocorrência.
Vigilância interna –Thiago Gorski foi questionado sobre a vigilância no Cemitério. Segundo ele, “uma empresa terceirizada é responsável pela segurança do local no período compreendido entre às 20h e às 8h. Existe a possibilidade de instalação de câmeras de monitoramento, processo que está em fase de estudos e de análise de orçamento a fim de se verificar se é viável ou não a instalação do serviço”.
Investigação
A Polícia Civil vai investigar o caso relatado pela dona Oraides. Os responsáveis, caso sejam identificados, poderão responder por furto qualificado. Além disso, outros crimes relacionados a denuncia serão investigados.
Fica o alerta
Com esta reportagem, fica o alerta à população santiaguense para que preste atenção na hora de contratar alguém para realizar serviços no jazigo de sua família, bem como na hora de comprar algum terreno dentro do Cemitério. A área é pública, portanto ninguém tem autorização para comercializar espaços, muito menos para promover alterações em jazigos e outras estruturas. Recomenda-se que quem precisar de algum serviço, procure um pedreiro de sua confiança.
Problemas semelhantes aos relatados na reportagem, podem ser repassados a Secretaria Municipal de Gestão, junto a Prefeitura de Santiago, ou como fez Oraides Maciel, que procurou a Polícia Civil.

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